Em um lugar conhecido e ao mesmo tempo desconhecido por todos nós, vive vários grupos de indivíduos. Eles costumam ser estranhos. São pessoas, animais que se assemelham a homens, e homens que são verdadeiros animais. Interprete isso como você quiser.
Todos de um modo ou outro se alimentam de coisas provenientes da terra. A terra é algo muito curiosa, dela surgem coisas impressionantes. Uma dessas coisas é um legumes muito desejado ultimamente por muitas donas de casa. Agora fiquei em dúvida, será que é um legumes ou fruta? Muito bem! Seja lá o que for, é o tomate.
Outro dia eu fui ao mercado, nem queria comprar tomate, fui conferir o preço. Todos comentavam, mas eu não acreditava. Foi então que fui surpreendida:
- Mãos para o alto, é um assalto!
Calma gente, esse foi o meu pensamento diante do preço que estava à minha frente. O tomate estava custando R$ 14,00 o quilo. Saí de lá pensando nas baboseiras, mas com fundo de verdade, que havia visto nas redes sociais. Coisas do tipo: colar com tomate no lugar da pérola; tomate em caixinha de aliança; a Dilma dizendo: agora eu quero ver jogar tomate nos políticos; eu sou rica!! Comi tomate; e por aí vai, tomate, mais tomate e tomate.
Tinha até um movimento para que ninguém comprasse tomate, dessa forma, os preços despencariam e assim, como Cinderela em seu conto, eles de princesas ficariam ralé.
Sonhei com isso. Juro! Em meu sonho:
Toda a população de tomate estava sendo caçada, como Judeus sendo caçados por Hitler e seus aliados na Segunda Guerra Mundial, e exterminados. E era um corre-corre daqui e de lá, tudo para que o culpado da inflação fosse punido.
Assim toda a população de tomate em massa, massa de tomate virou.
Os problemas não foram resolvidos e aquilo que eles achavam que fossem o vilão da história, calado foi.
E por aqui fico 'in memoriam' a todas as famílias de tomate.
Brincadeiras a parte, agora realmente, por aqui fico, e pensando se não fosse o tomate, qual seria o outro culpado da história?
sexta-feira, 19 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Aquário de São Paulo
Sou uma daqueles milhares de pessoas que até então não tinha ido visitar o Aquário de São Paulo mesmo morando aqui faz onze anos. Desculpas vão, desculpas vêm, e nunca tinha tempo para ir. Talvez por preguiça mesmo, mas o querer ir nunca saiu de minha cabeça. Foi então que resolvi ir.
No meio dessa cidade agitada, um lugar sereno e calmo em meio de água tanto doce, como salgada, a tranquilidade preserva. Como uma dança, espécies enormes, ficam a desfilar para cima e para baixo em um milhão de litros de água salgada. Espécies um pouco menor de água doce também mostram a sua beleza em tanques medianos. E no meio de toda essa calma, o bicho preguiça, o tamanduá, a cobra e os macacos dormem em um sono profundo. Somente os morcegos fazem balbúrdia.
É de se espantar com a variedade de espécies aquáticas que o local preserva. Muitos que não conseguiríamos jamais ver tão de perto, e vivo, lá a gente consegue ver. Tão próximo que vira modelo fotográfico para muitos visitantes. Espanto para muitas crianças, admiração de muitos adultos, e curiosidade de todos.
Além de todas essas atrações, o espaço apresenta meios de se ter uma preservação ambiental, as causas que ocorre a não preservação, deixando claro a importância e a responsabilidade que todos devem ter com o meio ambiente. Afinal estamos inseridos nele. A falta de preservação que pode levar a morte de animais semelhantes com aquele que achamos bonitos do outro lado do vidro.
O local também tem um pequeno museu com fósseis de peixes, tubarão, tartaruga, réplica de alguns animas antigos. Um Vale dos Dinossauros apresenta espécies da pré-história, todo mecanizado. Havia presença de esqueletos de alguns dinossauros. A evolução das características físicas do homem também podia ser visto em uma rápida passagem.
E para finalizar o passeio, nada mais do que ver os alegres e fanfarrões pinguins atraindo a atenção das criançadas e dos marmanjões. Como se eles fizessem questão de chamar atenção, lá estavam eles próximos da gente mergulhando e fazendo as suas traquinagens.
Um passeio interessante para todas as idades. Deixaria qualquer um impressionado com tanta beleza que esse mundo ainda tem, mesmo sabendo de tantas dificuldades para preservar. Mas mesmo diante de tanta dificuldade, incentivos de preservação como mostra o local, pode ser uma das soluções para que haja uma modificação cultural em um determinado povo, e assim se expandindo até que toque naqueles que realmente precisam.
No meio dessa cidade agitada, um lugar sereno e calmo em meio de água tanto doce, como salgada, a tranquilidade preserva. Como uma dança, espécies enormes, ficam a desfilar para cima e para baixo em um milhão de litros de água salgada. Espécies um pouco menor de água doce também mostram a sua beleza em tanques medianos. E no meio de toda essa calma, o bicho preguiça, o tamanduá, a cobra e os macacos dormem em um sono profundo. Somente os morcegos fazem balbúrdia.
É de se espantar com a variedade de espécies aquáticas que o local preserva. Muitos que não conseguiríamos jamais ver tão de perto, e vivo, lá a gente consegue ver. Tão próximo que vira modelo fotográfico para muitos visitantes. Espanto para muitas crianças, admiração de muitos adultos, e curiosidade de todos.
Além de todas essas atrações, o espaço apresenta meios de se ter uma preservação ambiental, as causas que ocorre a não preservação, deixando claro a importância e a responsabilidade que todos devem ter com o meio ambiente. Afinal estamos inseridos nele. A falta de preservação que pode levar a morte de animais semelhantes com aquele que achamos bonitos do outro lado do vidro.
O local também tem um pequeno museu com fósseis de peixes, tubarão, tartaruga, réplica de alguns animas antigos. Um Vale dos Dinossauros apresenta espécies da pré-história, todo mecanizado. Havia presença de esqueletos de alguns dinossauros. A evolução das características físicas do homem também podia ser visto em uma rápida passagem.
E para finalizar o passeio, nada mais do que ver os alegres e fanfarrões pinguins atraindo a atenção das criançadas e dos marmanjões. Como se eles fizessem questão de chamar atenção, lá estavam eles próximos da gente mergulhando e fazendo as suas traquinagens.
Um passeio interessante para todas as idades. Deixaria qualquer um impressionado com tanta beleza que esse mundo ainda tem, mesmo sabendo de tantas dificuldades para preservar. Mas mesmo diante de tanta dificuldade, incentivos de preservação como mostra o local, pode ser uma das soluções para que haja uma modificação cultural em um determinado povo, e assim se expandindo até que toque naqueles que realmente precisam.
Para quem se interessou e quer dar um passeio por lá, assim como eu fiz: http://www.aquariodesaopaulo.com.br/
sexta-feira, 12 de abril de 2013
SONHOS E RECÔNCAVO - pintura de Suzart
O artista Valdney Suzart é natural de Muritiba, cidade localizada no interior da Bahia, teve seus trabalhos premiados no Brasil, e em outros países como na Alemanha, Estados Unidos e Senegal. A exposição conta com quinze novas obras do artista.
Em suas pinturas apresenta técnicas acrílicas, carvão ou mistas. São obras pós-modernista são simples, mas diz muita coisa quando bem apreciada.
Em meio de traços delicados, cheio de detalhes, muitos mistérios e poesias resumem as suas obras, tornando expressivo cada tela, sem que precisemos usar a nossa razão para entender o que se passa, mas apenas nossas emoções, dizendo para nós mesmos o que ele diz.
São joias que muito não verão tanta preciosidade, mas que há muito valor. Dizendo sobre uma região de um país que moramos, sobre a cultura daquele povo, pessoas que moram lá, e muitas vezes coisas que não é somente característico daquela região, mas assim como ela, outras também podem se semelhar. Um Brasil de misturas, mas que muitos se identificarão, não apenas com a semelhança de cultura, mas sentimentos, sonhos e realidades deixadas para trás.
Essa exposição ocorreu no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, nos dias 08/12/2012 até 24/02/2013, mas, só consegui escrever agora. Para quem se interessar, apesar de não dar mais para apreciar as obras ao vivo, vale a pena ver algumas delas na internet.
Imagens retiradas do site:
http://9dadesasolta.wordpress.com/tag/roset/
http://500px.com/RodrigoCapulleto
quarta-feira, 20 de março de 2013
Livro: "Fazer o bem faz bem" - Maria Helena Gouveia
O livro "Fazer o bem faz bem", de Maria Helena Gouveia, apresenta a história de um grupo de pessoas, que com muito amor, sem esperar nada em troca, dedicaram tempo de sua vida para acarinhar outras vidas. Trabalhos que da boa vontade de querer ajudar os outros foram fortalecidos por outras boas vontades, resultando no que chamamos de entidades sociais.
Aonde o primeiro setor, que são as organizações governamentais, ou seja, o Estado e o segundo setor, que é o privado, não regem diretamente no que chamamos de terceiro setor. Esse voltado para o exercício de cidadania, dando assistência aos carentes e sem fins lucrativos.
Um setor que sobrevive de pessoas cheias de ideias, aonde a comoção desperta um grande sentimento nas pessoas, que voluntariamente se dão ao projeto, sem esperar retribuição de outrem, porque o maior ganho de tudo isso é a sensação de dever cumprido. Se pensarmos bem, não é bem um dever cumprido, mas sim um sentimento de satisfação pelo resultado obtido. O termo dever implicaria em obrigação e isso não caberia a entrega dessas pessoas nesses projetos.
Pessoas que da experiência própria de vida, a usaram para dar forças às outras que passam ou passaram pela mesma situação. Como é o caso de Victor Siaulys, que de uma experiência real com a sua filha, uma deficiente visual, se interessou e foi além dos assuntos que se tratava de deficiência visual e fundou a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual - Laramara.
Pessoas que de um coração solidário viu esperança aonde não tinha. Como é o caso de Liana Muller Borges, fundando a Associação Criança Brasil, em 1990, iniciando o seu trabalho com as crianças da favela, abrindo uma creche para que as mães fossem trabalhar. Acreditando naquelas crianças. Com a ideia de que elas são o começo de tudo. Ela visou em seu projeto a colocação daquelas crianças em um lugar na sociedade, não visando apenas o emprego, mas sim a formação enquanto o cidadão.
Da mesma forma solidária fez Wellington Nogueira, que poderia ser um astro da Broadway e preferiu focar o seu exercício da profissão no projeto "Doutores da Alegria". Um projeto que leva a alegria e a felicidade para aquelas pessoas que de alguma forma procuram a esperança de vida em cima de uma cama de hospital.
Assim como Wellington e outras entidades como AACD, Casa HOPE, Promove, entre outras, também estão aí plantando as sementinhas. Assim, conscientizando e trazendo uma melhora na sociedade, que nos últmos tempos vem sendo intitulada como egoísta e individualista. Sementinhas que contradiz aquela frase formada de que "o mundo não tem mais jeito", talvez não consiga mudar de uma hora para a outra, mas sim pouco a pouco.
Avaliação: 😊😊😊😞😞
Aonde o primeiro setor, que são as organizações governamentais, ou seja, o Estado e o segundo setor, que é o privado, não regem diretamente no que chamamos de terceiro setor. Esse voltado para o exercício de cidadania, dando assistência aos carentes e sem fins lucrativos.
Um setor que sobrevive de pessoas cheias de ideias, aonde a comoção desperta um grande sentimento nas pessoas, que voluntariamente se dão ao projeto, sem esperar retribuição de outrem, porque o maior ganho de tudo isso é a sensação de dever cumprido. Se pensarmos bem, não é bem um dever cumprido, mas sim um sentimento de satisfação pelo resultado obtido. O termo dever implicaria em obrigação e isso não caberia a entrega dessas pessoas nesses projetos.
Pessoas que da experiência própria de vida, a usaram para dar forças às outras que passam ou passaram pela mesma situação. Como é o caso de Victor Siaulys, que de uma experiência real com a sua filha, uma deficiente visual, se interessou e foi além dos assuntos que se tratava de deficiência visual e fundou a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual - Laramara.
Pessoas que de um coração solidário viu esperança aonde não tinha. Como é o caso de Liana Muller Borges, fundando a Associação Criança Brasil, em 1990, iniciando o seu trabalho com as crianças da favela, abrindo uma creche para que as mães fossem trabalhar. Acreditando naquelas crianças. Com a ideia de que elas são o começo de tudo. Ela visou em seu projeto a colocação daquelas crianças em um lugar na sociedade, não visando apenas o emprego, mas sim a formação enquanto o cidadão.
Da mesma forma solidária fez Wellington Nogueira, que poderia ser um astro da Broadway e preferiu focar o seu exercício da profissão no projeto "Doutores da Alegria". Um projeto que leva a alegria e a felicidade para aquelas pessoas que de alguma forma procuram a esperança de vida em cima de uma cama de hospital.
Assim como Wellington e outras entidades como AACD, Casa HOPE, Promove, entre outras, também estão aí plantando as sementinhas. Assim, conscientizando e trazendo uma melhora na sociedade, que nos últmos tempos vem sendo intitulada como egoísta e individualista. Sementinhas que contradiz aquela frase formada de que "o mundo não tem mais jeito", talvez não consiga mudar de uma hora para a outra, mas sim pouco a pouco.
Avaliação: 😊😊😊😞😞
segunda-feira, 18 de março de 2013
Zuim e o carrossel
Em uma aldeia muito distante, rodeado pelos montes mais
altos do mundo, vivia um mago muito poderoso e seu bichano de pelos negros.
Todos que viviam por ali tinham medo deles. Viviam trancados no castelo. Zuim
era o seu nome. Um mago rico e tinha tudo o que queria, mas era infeliz e
maldoso. Aproveitava de seus dons para fazer maldade em seu povo. Em seu
coração carregava uma revolta de infância.
Quando era pequeno, a sua mãe nunca o deixou sair de noite.
Seus amigos viviam chamando o pequeno mago para brincar no carrossel.
- Mãe, eu posso ir com os meus amigos brincar no carrossel?
- Não, menino! Quantas vezes eu tenho que dizer não? Vai
ler os seus livros.
E assim, todas as noites, enquanto todos iam felizes
brincar no carrossel, ele ficava em casa lendo os seus livros de magia. Seus
amigos o zombavam por causa disso. Ele ficou com ódio da noite e das pessoas
felizes.
O tempo foi passou,
Zuim se tornou um grande mago, mas o seu rancor pela noite não desapareceu. Toda
noite, da janela do seu castelo, ele via as pessoas felizes, e ficava irritado.
Eram crianças brincando, casais apaixonados, o sorveteiro e o pipoqueiro que
não paravam de trabalhar, e a lua e as estrelas brilhando e sorrindo para as
pessoas como sempre. Então, ele decidiu que queria acabar com tudo aquilo.
Foi até o seu grande livro e encontrou a magia que queria. Caminhou
até a janela e começo a pronunciar as palavras.
- AZ BRILHUM ESTRELAS VIM BUM BIM
GIM BIM NAM
ESCALAPIM BUM...
Os
brilhos de algumas estrelas vieram e pousaram em uma grande bola de cristal,
presa por três pés no meio da sala.
- Hum! É isso! Toda noite roubarei
um pouco do brilho das estrelas. A noite acabará! E ninguém mais será feliz.
Solta
uma risada escandalosa. Aponta para o bichano.
- Você, meu fiel e companheiro
amigo, tomará conta desse meu tesouro.
Como
resposta.
-Miaaaaaauuuuuu!
- Eu sei. Você é único que me
entende!
Todas
as noites ele roubava um pouco do brilho das estrelas. A noite foi ficando sem
brilho. A lua foi sentindo falta de suas filhas estrelas que não brilhavam
mais. Ela, então, adoeceu e foi parando de iluminar a aldeia. As pessoas com
medo da escuridão, não saiam mais. O mago foi ficando feliz.
Uma noite, porém:
- Pronto! Já fiz o meu trabalho de
hoje. Falta pouco! Amanhã eu termino de pegar todos os brilhos que me restam.
Solta
uma risada apavorante, dá um beijo na bola, passa a mão nos pelos de bichano e
sai.
De repente, um rato invade a sala. O bichano vai atrás. Um
corre-corre daqui e dali. Derruba livro, poções, e sem perceber, esbarra em um
dos pés que apoiava a bola. A bola saiu rolando. O mago aparece:
- Nãããããããoooo!!!
A bola
saiu rolando pela janela afora. Caiu no jardim em cima de uma pedra. A bola se
quebrou e todos os brilhos subiram para o céu. As estrelas voltaram a reluzir. A
lua feliz ficou e voltou a brilhar. O poderoso mago se pôs a chorar. Ficando triste
demais. As pessoas felizes voltaram a sair de suas casas.
A lua resolveu ajudar o pobre mago. Reuniram todas as estrelas
e fizeram uma surpresa para o mago. Montam um enorme carrossel em seu jardim. Ele
maravilhado, monta em um dos cavalos. Com a ajuda de sua sabedoria em magia,
coloca o brinquedo para funcionar. Levando Zuim em direção ao céu, sorrindo
para a lua e as estrelas.
Todas
as noites, então, ele passou a chamar o povo de sua aldeia para dar um passeio
no carrossel. Começou a fazer amigos e a usar a magia para fazer o bem. Para
sempre, Zuim foi feliz com a noite.
Espere! Tem alguém que não ficou
feliz com tudo isso, o bichano. Ele virou brinquedo da criançada.
- Miaaaaaaauuuuuuu!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Um sonho em migalhas
Esse vídeo se encontra no link: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=O3UEbkyFgdo
Esse vídeo foi feito por um grupo de alunos, o qual eu me incluo no meio, do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia de São Paulo - IFSP, onde estou fazendo Licenciatura em Matemática. A professora Sâmara, da disciplina de Leitura, Interpretação e Produção de Textual, pediu para que fizéssemos um vídeo que tinha como tema a "Erradicação da Pobreza".
Dessa forma fizemos um levantamento de tudo o que leva a pobreza para o país, começando do indivíduo até a sociedade em que ele vive. Respondendo à perguntas como o Por quê? Como? e formas de melhoria para o país em relação a pobreza. Evidenciando o que resulta a má organização de um trabalho governamental, e a conscientização pessoal de cada um que pode fazer toda diferença para uma sociedade.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
O novelo
Quando
eu era pequenino
Todos
tinham um controle sobre mim
Sem
destino, sem fim.
Aos
passos lentos ele rola...
Todos
comigo brincavam
Sendo
eu amável
Meus
nós, atavam e desatavam
Com facilidade
inacreditável.
Assim,
ele rola...
Fui
pulando aqui e ali,
Em um
ping-pong desordenado
Sem
pensar em sair
Desse
mundo condenado.
Sorrateiramente...
Meus
nós sem soluções,
Foram
se levando,
Em um
caminho de emoções
Enrolando...enrolando...enrolando...
De um
jeito matreiro...
Quando
percebi, relutante,
O que
era um pequeno carrossel
Transformara-se
em uma roda gigante
Um monstruoso
arranha céu.
Dissimulado...
Lentamente,
ela gira cada vez mais
Decidido,
fui tentar desenrolar
Mas já
era tarde demais,
Para
tudo desembaraçar.
A ponta!?...
De nós
em nós, surgiram outros nós
Preso
em um tricô de problemas
Nesse labirinto
sem solução, a sós
Em um emaranhado
de dilemas.
Recluso.
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