quarta-feira, 18 de abril de 2012

IGUALDADE PARA TODOS

Meu caro leitor, talvez isso que escrevo agora, sirva como acinte para a auto-estima masculina. Esse não é o meu propósito. Vou dizer apenas uma realidade que é perceptível aos olhos da nossa sociedade atual. Essa, que aos olhos dos mais conservadores ainda tem um grande preconceito em relação a mulher e a sua independência.

Foi-se o tempo, com o seu histórico "machista", em que a mulher vivia apenas para venerar ao homem, educar e criar os filhos, cuidar da casa e ser submissa ao homem. Um passado, pelo qual, as palavras do filósofo Platão fazia jus a realidade, considerando a natureza das mulheres inferiores a dos homens, sendo vistas como um ser sem raciocínio. Palavras contraditórias à época em que estamos vivendo.

Foram anos de conquista da liberdade - não a total - da mulher, perante a sociedade. O que era para ser direitos iguais para todos, na prática não acontece. A luta continua. Muitos direitos são conquistados, como no mercado de trabalho, o direito de voto, a liberdade de pensar, entre outros. Uma última conquista ocorreu recentemente, no dia 7 de março de 2012. Aonde o senado aprovou uma lei que multaria as empresas que pagassem para as mulheres, salários inferiores aos do homem, quando ocupando a mesma função.

Talvez, a ideia "de que as mulheres vão dominar o mundo" se torne real. Elas estão pensando mais no futuro, investindo nele com estudos, cursando faculdade, muitas chegando a fazer pós-graduação, ou até mesmo mestrado. Assim, o mercado ficando cada vez mais competitivo, e elas ocupando os melhores cargos nas empresas. Cargos que antes eram ocupados por homens. Recentemente foi feita uma pesquisa dizendo que houve uma diminuição de empregadas domésticas, chegando até mesmo a faltar esse profissional no mercado. Uma das causas constatadas é que elas estão se escolarizando. 

Uma revolução cultural vem acontecendo. Muitas dessas mulheres não querem ter filhos cedo, ou querem apenas ter um certo número deles, ou nem querem, tudo isso devido aos métodos contraceptivos, um direito conquistado. Com toda essa preocupação da mulher com o seu lado profissional, houve um aumento de creches e escolas de período integral. Muitas avós e babás também passaram a cuidar das crianças. Ocorrendo em algumas vezes, problemas futuros. Valores que mães deveriam passar a seus filhos, não são passados, crescendo sem valores, tornando-se adolescente problemáticos, adultos infratores e imaturos.

Apesar de todas essas conquistas, ainda existem mulheres submissas, e que sofrem violência dentro de casa. Existe a Lei Maria da Penha que auxiliam as mulheres que sofrem com isso, mas muitas não procuram ajuda, por dependerem financeiramente do marido, ou medo de ficarem sozinhas, não tendo opção de moradia.

Enquanto essas são ameaçadas, outras com a sua sensibilidade feminina e confiança estão se tornando mais independentes. Assim, como pesquisas apontam um crescente número de casamento, o de separação dispara. A independência financeira é uma das causas, pois, elas passaram a não depender mais do homem. Podendo viver muito bem sozinhas, quebrando tudo aquilo que chamamos de família.

A emancipação feminina, ou a revolução conquistada pela mulher é algo complexo, dizer se está sendo boa ou ruim é impossível. Tudo depende do ponto de vista. Por mais que tentamos ser a "mulher maravilha", dizendo que conseguimos fazer tudo, sempre terá alguma coisa que deixaremos de fazer por inteiro. Mas, por outro lado, estamos a caminho de igualarmos como indivíduo, não fisicamente, mas em direitos. Destruindo toda aquela ideologia deixada pela história.
* imagem retirada do site: http://dentinhodleite.blogspot.com.br/2012/03/so-por-ser-mulher.html

sábado, 7 de abril de 2012

CURIOSIDADES SOBRE A PÁSCOA

Muito bem! A Páscoa está chegando. Eu adoro essa data! É a segunda data que mais gosto, a primeira é Natal. Você pode e vai me dizer que é por causa dos ovos de chocolates. Sim, também! Mas eu gosto mesmo dessa data porque eu nasci em um dia de Páscoa. Quem me trouxe para minha mãe não foi a cegonha, foi um coelho. Só não gosto quando o meu aniversário calha a cair justamente no mesmo dia, porque muitas pessoas acham que ovo de Páscoa é a mesma coisa que presente. Não gente, não é. Bom! Brincadeiras a parte. Chega de baboseira. Hoje vou falar de curiosidades sobre essa data, que muitas pessoas não sabem. Até porque, se formos parar para pensar, coelho não bota ovo. E de onde apareceu o ovo de chocolate? Calma meus amigos e minhas amigas, esclarecerei tudo.

ORIGEM DO NOME PÁSCOA
Esse nome surgiu a partir da palavra hebraica "pessach", que quer dizer passagem. Para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação, fugindo do Egito. Nessa fuga, comandado por Moisés, ele "abre passagem" pelo mar, e ocorre a tão conhecida travessia do Mar Vermelho, conduzindo todos para a Terra Prometida.

PÁSCOA NO JUDAÍSMO
Segundo a Bíblia, Deus mandou dez pragas sobre o Egito. Na última delas, disse Moisés que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados com a passagem do anjo da morte por suas casas, mas os de Israel seriam poupados. Assim, o profeta Moisés pede a cada família de Israel sacrificar um cordeiro e passar o sangue no bicho na porta de suas casas, e o anjo da morte nada faria. Todos os primogênitos egípcios foram mortos, o que causou um certo transtorno, cabendo ao Faraó a decisão de libertar o povo de Israel. Ocorre então a ida do povo de Israel para a Terra Prometida.

Hoje em dia, por conservarem a tradição e serem fanáticos a religião, famílias judaicas ainda celebram essa data comemorativa, pois a Bíblia Judaica pede a celebração do "Pessach", em Êxodo 12, 14: "Consevais a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua.". Um jantar de oito dias é feito em família. Há também leituras nas sinagogas.

PÁSCOA CRISTÃ
Enquanto no Judaísmo o povo comemora a libertação do povo de Israel dos egípcios, no Cristianismo é comemorado a ressurreição de Jesus Cristo. Preso na cruz, seu corpo é retirada dela e colocado em um sepulcro, permanecendo por três dias, até a sua ressurreição. Celebrando a passagem de Cristo da morte para a vida.

COELHO, OVO E CHOCOLATE
Antigamente, no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente, o ovo era um presente bastante comum entre eles, principalmente para anunciar a chegada da Primavera. Nesse período, realizavam rituais em adoração a Ostera, a deusa da primavera. Uma mulher que observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos, obtendo a junção de três símbolos: a mulher, o ovo e o coelho, reforçando a ideia da fertilidade. Vários ovos eram pintados com desenhos de plantas ou elementos naturais. Outros eram cozidos com plantas ou raízes prensadas na casca, junto com algum corante natural. Essa tradição perdurou por um bom tempo entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.

A junção da festa cristã com os ovos, ocorreram com a organização do Concilio de Niceia, em 325 d. C. Os clérigos preocupado em aumentar o número de fiéis, começam a fazer pinturas em ovos com imagens de Jesus Cristo e Maria.

No período medieval, nobres e reis costumavam presentear a Páscoa com ovos feitos de ouro e cravejado de pedras preciosas.

Foi então que descobriram o continente americano. Os espanhóis, por volta do séc. XVI, conhecem os maias e os astecas e levaram para a sua terra, se espalhando pelo continente, o divino e sagrado alimento, o chocolate. Essa mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, juntada com água, mel e farinha, se torna a bebida mais popular, possuindo poderes afrodisíacos, dando vigor aos que bebiam. Além de afrodisíaco, o chocolate foi considerado um pecado, um remédio, às vezes sagrado, outros profano. Para os astecas, era considerado como ouro, foi até usado como moeda.

Somente duzentos anos mais tarde, os franceses tem a ideia de produzir os primeiros ovos de chocolate.

Quem trouxe para a América o coelho como símbolo da Páscoa foram os Alemães, em meados de 1700. Os  coelhos iam nas casas e escondiam seus ovos coloridos na manhã de Páscoa. Assim, eles associaram esse animalzinho meigo como símbolo da fertilidade, sendo notável a sua capacidade de reprodução. Uniram o ovo ao coelho.

Há uma lenda que diz, que uma pobre senhora coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dar a seus filhos como presente de Páscoa. As crianças descobriram o ninho, e nesse momento, um grande coelho passou correndo. Espalhando a história de que o coelho é que trouxe os ovos.

Já no antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Para os povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua, tornado um símbolo pascal pela Lua determinar a data da Páscoa.

COLOMBA PASCAL
Diz a lenda que o rei Lombardo Alboino, com muita raiva dos problemas da guerra, na cidade de Paiva, na Itália, desiste da vingança depois de ganhar de um padeiro de Paiva, um doce em forma de pomba, remetendo a paz.

Há outras histórias como, ao norte da Itália, em Lombardia, vilarejo de Paiva, houve uma invasão local do exército de Albuino, o rei dos Lombardos. Um confeiteiro local resolveu preparar um presente para o invasor, um bolo diferente em formato de pomba, simbolizando a paz. O invasor desiste do ataque, se encantando com o bolo. Esse delicioso bolo simbolizava a vinda do Espírito Santo. A pomba ou a colomba pascal é um símbolo cristão.


CÁLCULO DA DATA DA PÁSCOA
Para calcular a data da Páscoa para qualquer ano no calendário Gregoriano (nosso calendário), usa-se a seguinte fórmula, com todas as variáveis inteiras, com os resíduos das divisões ignorados. Usa-se "a" para ano, "m" para mês, e "d" para dia. O sinal "*" significa multiplicação.

c = a / 100
n = a - 19 * (a / 19)
k = (c - 17) / 25
i = c - c / 4 - (c - k) / 3 + 19 * n + 15
i = i - 30 * (i / 30)
i = i - (i / 28) * ( 1 - ( i / 28) * ( 29 / ( i + 1)) * (( 21 - n ) / 11))
j = a + a / 4 + i + 2 - c + c / 4
j = j - 7 * ( j / 7 )
l = i - j
m = 3 + ( l + 40 ) / 44
d = l + 28 - 31 * ( m / 4 )

Por exemplo, para o ano de 2000:
a = 2000
c = 2000 / 100 = 20
n = 2000 -19 * (2000 / 19) = 5
k = (20 - 17) / 25 = 0
i = 20 - (20 / 4) - [(20 - 0) / 3] + (19 * 5) + 15 = 119
i = 119 - 30 * (119 / 30) = 29
i = 29 - {(29 / 28) * [1 - (29 / 28)] * (29 / 30) * [(21 - 5) / 11]}= 29
j = 2000 + 500 + 29 + 2 -20 + 5 = 2516
j = 2516 - [7 * (2516 / 7)] = 3
l = 29 - 3 = 26
m = 3 + [(26 + 40) / 44] = 4
d = 26 + 28 - (31 * 1) = 23

A Páscoa será em 23 de abril de 2000.

Este algorítimo é de J. - M. Oudin (1940) e impresso no Explanatory Supplement to the Astronomical Almanac, ed. P. K. Seidelmann (1992).

PÁSCOA PELO MUNDO
Na Àustria, os sinos das igrejas não podem tocar entre quinta-feira e a missa de domingo de Páscoa. Diz a lenda que os sinos voam até Roma nesse intervalo. No lugar dos sinos, coroinhas tocam uma espécie de chocalho de madeira enquanto entoam orações e cânticos, fazendo bastante barulho.

Na França, não são os coelho que trazem os ovos de Páscoa, mas sim os sinos, que na volta de viagem de Roma, distribuem doces para a alegria de todos.

Na Bulgária, após a missa de quinta-feira Santa, pintam ovos cozidos e fazem pães pascais, o "kolache" ou "kozunak". Os pães e os ovos são abençoados. Cada um da família pega um ovo e bate nos ovos dos outros, aquele que o ovo ficar inteiro, terá mais sorte no ano.

Na China, eles comemoram o "Ching Ming". Eles visitam os túmulos dos ancestrais e deixam oferendas para eles, como forma de satisfazê-los em relação aos seus decendentes.

Nos Estados Unidos, o tradicional "caça ao ovo", pais escondem ovos de chocolate pela casa, cabe a seus filhos encontrarem. Isso também é feito em locais públicos.

Na Espanha, eles reúnem no Sábado de Aleluia para malhar ou queimar o boneco que representa Judas. A igreja é contra o ritual.

Na Índia, os hindus fazem o festival Holi para relembrar o surgimento do deus Krishna. Eles dançam, tocam flautas, fazem comidas especiais e recebem amigos.

Na Rússia, eles dão ovos uns para os outros, e as pessoas dizem "Kkristos Vosgrés", ou seja "Cristo Ressuscitou". Quem recebe responde "Voistinu Vosgres" (Ressucitou realmente).

Na Suécia, na quinta-feira Santa ou na véspera da Páscoa, crianças fantasiam-se de bruxas e visitam seus vizinhos. Deixam cartões decorados para conseguirem doces ou dinheiro. Parecido com o Halloween americano.

Na Europa, encontra-se ovos cozidos decorados e brincadeiras de ovos de Páscoa, como rolá-los ladeira abaixo, aonde vence o ovo que rolar mais longe, sem quebrar.

Nos países como Ucrânia, Estônia, Lituânia e Rússia, amigos e parentes são presenteados com ovos decorados. Se as crianças forem bem comportadas na noite anterior ao domingo de Páscoa e deixarem um boné de tecido num lugar escondido, o coelho deixará doces e ovos nele.

No Brasil e América Latina, as crianças montam seus próprios ninhos de Páscoa, e deixam para o coelhinho colocar doces e ovinhos na madrugada de Páscoa. A caça ao ovo também é utilizada.

Referências Bibliográficas
http://www.brasilescola.com/pascoa/a-origem-ovo-pascoa.htm
http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/kids/test/kidcafe-esc/significado.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Colomba_pascal
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo_da_P%C3%A1scoa
http://www.arteducacao.pro.br/homenagem/Pascoa/pascoa.htm
http://brasil.babycenter.com/baby/festividades/pascoa-mundo/
http://www.abril.com.br/noticia/diversao/no_221447.shtml

* imagem retirada do site: http://www.mensagensbonitas.com.br/category/pascoa/

quarta-feira, 4 de abril de 2012

BOBY, O CÃOZINHO FIEL

Miguel era um menino muito triste. Ele sentia a falta de companhia para as suas brincadeiras. Seus pais não pensavam em ter mais filhos. Os amiguinhos de escola não vinham em sua casa, por ser longe demais para eles. Ele era um menino solitário. Sua mãe que trabalhava como costureira em casa, observa e conversa com o seu marido.

Uma surpresa Miguel tem. É o seu aniversário. A festa é feita em sua casa. Cerca de trinta convidados aparecem. Todos com presente em mãos, que foram entregues em suas chegadas ao aniversariante. A expressão em seu rosto não é nada animadora, afinal, o que ele mais queria, ninguém havia dado.

A hora de cortar o bolo chega. Um simples bolo de chocolate coberto com confeitos vem chegando, seu bolo predileto. Um sorriso sai de seu rosto. Todos cantam "Parabéns!" com muita felicidade e alegria. A sala é iluminada apenas pela velinha de número sete. Miguel fecha os olhos e faz um pedido em silêncio. A vela é apagada e se ouve um latido. Um não! Dois, três, quatro. Feliz, ele acende rapidamente a luz e vê a sua frente, não mãos de seus pais, em uma caixa azul clara, um pequeno cachorro marrom. O menino feliz grita para que todos ouçam: "Meu pedido foi realizado!" Um abraço ele dá aos seus pais, agradecendo o grandioso presente. Boby, ele o nomeia.

Boby virou a sua melhor companhia para as brincadeiras de Miguel. O medo do escuro, em seu quarto acabou. Passou a brincar mais fora de casa, deixando um pouco de lado o computador e o vídeo-game. E todo o final de semana era uma festa no quintal, pois era o dia de banho do seu amigão.

O tempo foi passando e Boby acompanhava as transformações de Miguel, até mesmo melhor que seus pais. Presenciou, sem opção nenhuma, a todos os seus gostos musicais. Os cabelos se modificavam a cada fase da vida. Ouvia até mesmo confidências amorosas de seu dono, as suas incertezas, seus medos. Nos momentos felizes, seu dono trazia presentes para o seu fiel companheiro, que o retribuía com lambidas no rosto.

Miguel passa em uma faculdade distante de casa, em outra cidade. A única opção é morar nessa cidade e voltar aos finais de semanas. Então, todos os finais de semana ele volta para casa, para a felicidade dos pais e de Boby.

Em um final de semana, ele voltando nesses ônibus de turismo, um desastre acontece. Um caminhão desgovernado invade na contra-mão, colidindo com o ônibus, que ambos caem no precipício. Não há sobreviventes. Nem mesmo Miguel se salva. Seu reconhecimento é fácil. Um medalha de ouro gravada em relevo a foto de Miguel e Boby, estava presa em seu pescoço, por uma fina corrente.

Boby sabia os dias que seu dono voltava. Aquele dia ele não voltou. Sentiu algo estranho. Pessoas chorando. Parentes que vinham raramente estavam todos ali. O entra e sai de pessoas eram constantes. Viu os carros saírem, resolveu seguir. Velhinho, com uma pata um pouco manca, vai calmamente, apenas seguindo os rastros dos pneus.

Ele chega e vê um túmulo sendo fechado por coveiros. As pessoas chorando, outros indo embora. Alguns dando um último adeus. Mais próximo ele vai. Em volto de muitas flores, uma foto de seu dono destaca. A noite vem caindo. Ao lado do túmulo de Miguel, depois de tanto uivar, um último lamurio se estende e não se ouve mais nada. Tudo fica no mais absoluto silêncio.

* imagem retirada do site:http://www.alexkoti.com/imagem/cachorro_pedinte_beggar_dog/
* Esse texto também se encontra no site http://www.recantodasletras.com.br/redacoes/3594118

quinta-feira, 29 de março de 2012

Um diamante que não tem preço

Pequena menina de quase dois anos, de um metro de altura, com o seu jeito robusto e de corpo mediano correndo para lá e para cá atrás de uma bola.O sol que reflete em sua pele clara, a deixa da cor do leite, de tão branca que é. Seus cabelos castanhos recebem um tom avermelhado da claridade.

Um sorriso revela seus dentes de leite pequenos e brancos. Os olhinhos puxados e espertos vivem a procura de coisas diferentes para xeretar, com os seus dedinhos longos. Sua mãozinha é gordinha, seu pé se parece com um daqueles pães bisnaguinha, dependendo do calçado não entra em seu pé.

O narizinho se parece com o de uma boneca. As orelhinhas pequenas carregam em cada uma delas um gracioso binco de pedrinha branca. A sua boquinha vermelha já balbucia papai, mamãe, vovó, titia e várias palavras sem nexos. Suas perninhas fortes vivem a pular degraus de escadas. Uma bronca a gente dá, e lá vai ela sair correndo para não a alcançarmos.

Com todo o seu peso de um pouco mais de três sacos de arroz de 5 quilos, ela vive a pular em minha barriga ou em minhas costas, para brincarmos de cavalinho. Os elasticos de cabelo que eram para ficar em seus lugares na cabeça, viram pulseiras em seus bracinhos que dá vontade de morder.

Muito travessa ela é, carregando a ingenuidade de uma criança, com um coraçãozinho de ouro, que me proporciona muito carinho e felicidade, me fazendo agradecer todos os dias, esse grande diamante que Deus me deu.

* Esse texto também se encontra no site http://www.recantodasletras.com.br/redacoes/3584523
* imagem  retirada do site: http://www.decasamentomarcado.com/2010/11/aniversario-da-mae-da-noiva.html

quarta-feira, 28 de março de 2012

MILLÔR FERNANDES


Hoje eu farei uma homenagem a um grande cartunista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor Millôr Fernandes. Milton Viola Fernandes ou Millôr, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de agosto de 1923, mas em seu registro consta a data de 27 de maio de 1924. Devido a uma caligrafia duvidosa em seu registro, o que era para ser Milton, veio a ser Millôr. Filho de Maria Viola Fernandes e Francisco Fernandes. Seu pai era um imigrante espanhol, engenheiro, e morreu aos 36 anos de idade, dois anos depois de seu nascimento. Sua mãe, devido a isso, começa a trabalhar como costureira para sustentar os quatro filhos. Eram pobres, mas ele passou uma infância feliz ao lado de seus parentes, principalmente com a avó italiana  Dona Concetta de Napole Viola.

Estudou em escola pública Ennes de Souza, de 1931 a 1935. adorava ler historias em quadrinhos, em especial a do "Flash Gordon". Influenciado pelo Alex Raymond, começa a fazer seus primeiros rabiscos. O que mais tarde, pela influência de seu tio Antônio Viola, seu primeiro trabalho é publicado no jornal carioca "O Jornal".

Em 1936, com 12 anos, ele perde a mãe. Ela morre com 36 anos. Millôr e seus irmãos vão morar na casa de seu tio Francisco, por parte de mãe, que tinha quatro filhos. Em 1938, começa a trabalhar entregando remédios para o médico Luiz Gonzaga da Cruz Magalhães Pinto. Pouco depois, é empregado pela pequena revista "O Cruzeiro", como editor e depois, como repaginador e factótum. Ele escreve uma crônica com o pseudônimo "Notim" e ganha o concurso, passa a ser promovido para a revista "A Cigarra" como arquivista. Fernando Chateaubriand o chama para escreve uma matéria na "A Cigarra", cria e escreve o Poste Escrito, como nome de Vão Gôgo. Usando o mesmo pseudônimo, ele envia matérias para "Diário da Noite". E depois, assume a direção da revista "A Cigarra", "O Gun" e o gibi "Detetive".

Em 1938 a 1943, estuda no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Traduz o livro "Dragon Seed", de Pearl S. Buck, e adapta para "A Estirpe do Dragão" (1942), tornando-se um tradutor autodidata. Em 1941, ainda com o pseudônimo Vão Gôgo, assume uma seção "O pif-paf", na revista "O Cruzeiro", ao lado do cartunista Péricles.

Em 1946, escreve o livro "Eva sem costela - Um livro em defesa do homem", assinado como Adão Júnior, sendo ele o seu primeiro. Em 1948 casa-se com Wanda Rubino. Em 1949, publica "Tempo e Contratempo", como Emmanuel Vão Gôgo. Também escreve um roteiro para cinema, "Modelo 19", e o filme é lançado como "Amanhã será melhor". Em 1951, lança a revista "Voga", durando somente cinco edições.

Em 1956, ele divide a primeira colocação com o famoso cartunista norte-americano Saul Steinberg, na "Exposição Internacional de Caricatura de Buenos Aires". Em 1957, ele consegue expor as suas obras no Museu da Arte Moderna do Rio de Janeiro, sozinho.

Em 1962, o pseudônimo Vão Gôgo deixa de existir, e em seu lugar, passa a assinar como Millôr. Em 1963, escreve uma matéria "A verdadeira história do Paraíso", para a revista "O Cruzeiro", a igreja católica não gosta, causa polêmica, e ele sai da revista. Depois passa a escrever para o jornal português "Diário Popular", e em 1968, escreve uma coluna semanal para a revista "Veja".

Em 1969, funda o jornal "O Pasquim", em companhia de Jaguar, Ziraldo, Tarso de Castro e outros. Anos depois, escreve a peça de teatro "Computa, computador, computa", escreve livros como: "Esta é a verdadeira história do Paraíso", "Trinta nos de mim mesmo", "É". Traduz obras em inglês e francês. Faz pinturas, desenhos, textos, entre outros. Retorna a revista "Veja" em 2004 e fica até 2009. Colabora com o jornal "Folha de S. Paulo", e cria seu site "www.millor.com.br", em 2002

Em fevereiro de 2011, Millôr sofre de AVC (Acidente Vascular Cerebral), fica na UTI alguns meses, recebe alta em 28 de junho. Passa mal alguns dias depois, fica internado, e hoje, dia 28 de março de 2012, ele vem a falecer por falência múltipla de órgãos e parada cardíaca.


quinta-feira, 22 de março de 2012

COMO ESTRELAS NA TERRA, TODA CRIANÇA É ESPECIAL

Depois de muito tempo sem escrever por aqui, devido a um emaranhado de acontecimentos em minha vida - exceto ontem que publiquei a poesia porque já estava pronta - hoje eu resolvi escrever sobre um filme que achei sensacional.

Seu nome é "Como estrelas na terra, toda criança é especial", ou "Taare Zameen Par", seu título original. O filme é do ator e diretor Aamir Khan, uma produção de Boollywood. Muitas pessoas com toda a certeza não viram esse filme, por achar que só o cinema americano é bom. Muitos não apreciam nem mesmo o de nossa própria cultura, muito menos se abrirá para outras que não sejam a de massificação americanizada.

É engraçado como os americanos tem todo um poder. Bastou aquele outro filme de Bollywood, "Quem quer ser um milionário?", ganhar premiações na 81º edição do Oscar para que todos da mídia, seja ela qual for, ou até mesmo pessoas fora da mídia, para que enxergassem que existem filmes além de Hollywood. Muito bem! Não entrarei em detalhes do porque do grande poder que infelizmente os americanos ainda exercem sobre nós, até porque eu seria chata, falando de todo o fator histórico. Quem sabe um outro dia eu falo sobre isso. Voltemos ao filme.

O filme conta a história de um menino, seu nome, Ishaan Awasthi, entre 8 e 9 anos. Ninguém o entende, ele não consegue acompanhar as aulas, é disperso, e as letras viram dançarinas em sua frente, tudo que está no papel parece tomar vida. Ele adora pintura, dono de belos desenhos, mas ninguém dá importância a isso.

Seu pai não o compreende, porque seu filho mais velho é um exemplo na escola, ao contrário de Ishaan, que repetiu duas vezes a 3º série. Ignorando o problema de seu filho, numa postura rude, ele acha que o problema do menino é a preguiça, achando que ele o engraçadinho na escola. Sendo assim, a correção para tudo isso, seria colocá-lo em um colégio interno com uma educação rígida.

Sua mãe mal podia optar em relação a tudo isso, mas o coração de mãe ficou despedaçado a saber dessa decisão tomada pelo pai. Ishaan ficaria longe da família, longe do amor de sua mãe, da companhia de seu irmão e de seu pai. Indo para lá ele sente a falta de todos eles, ficando triste, depressivo, se sentindo abandonado naquele lugar que diz ser a sua correção. Os mesmos problemas permaneceram, regredindo o seu andamento escolar.

Um dia, porém, aparece um professor substituto de artes, Ram Shankar, que também dava aulas em uma outra escola para crianças especiais, diferentemente dos outros professores, ele é sensível. Uma sensibilidade que fez com que percebesse que Ishaan sofria de dislexia.

Vai conversar com os pais do menino, mas vê que é impossível a conversa. O professor resolve agir, conquistando a confiança do menino, ele que sofrera com o mesmo problema, consegue alfabetizá-lo. Uma alegria começa a surgir, e a vontade de viver ressurge. Seu pai apesar de rude, se emociona com todo o progresso do menino.

Um filme bem emocionante, sensível, e por mais que seja ficção, muitos casos como esse acontecem realmente em muitas escolas e famílias. Todos os pais querem filhos vencedores, o que acontece de muitas famílias não aceitarem filhos com dificuldades no aprendizado, ignorando completamente o seu problema, intitulando-o de preguiçoso. Escolas que não percebem essas dificuldades dos alunos, ou até mesmo percebem, mas passam por cima, deixando um oco, que futuramente resultará em problemas.

Esse é o filme completo: (Caso a tela não aumente, clique no link abaixo para assistir direto do Youtube.)
Ficha Técnica
Título: Taare Zameen Par
Título Traduzido: Como estrelas na terra, toda criança é especial
Gênero: Drama
Ano: 2007
Tempo de duração: 165 min;
País de origem: Índia
Diretor: Aamir Khan

quarta-feira, 21 de março de 2012

PRESENTE

Vibro na alegria,
Acanho na tristeza,
Penso e repenso,
No erro e no acerto.

Amo intensamente,
Faço uma pintura,
Escrevo um poema,
Canto uma canção.

Dou piruetas, gargalho,
Tudo parece tão grande em minha volta,
Fico solitário no silêncio,
Contemplo o tempo passar.

Nessa imensidão, me perco,
O vento assopra levando tudo,
Minha juventude...

Um presente eu ganho,
Esse ninguém me rouba,
É somente meu,
Comigo levarei até a eternidade.